Onde vejo solidão queria luz…
Onde busco companhia encontro o mar…´
Onde sinto multidão serei alma pura!
São os momentos sentidos
No espaço comum da vida,
Como ninho aconchegante de uma alma vazia.
Só no caminho vigiado,
Por sentinelas perdidas,
Percorro mil encruzilhadas
Rumo ao destino sonhado.
Viajo nos meus sentimentos
Cansados de serem mar,
Preferem rio corrente
Protegidos entre margens.
Liberto a fúria das águas
Que vão diretas à praia,
Sacudo o pó dos meus dias
E cuido das flores mais sedentas.
Suave como um canto amanhecido
É o som da tua voz sibilada.
É o abraço quente de um Outono à lareira,
Saindo do meu corpo procurando o teu.
Quem me entende quer esse abraço infinito,
Vislumbra em mim um sossego perene,
Partilha do meu labirinto num cruzeiro
Sem camarotes nem âncoras,
Mas feito de esperança e amor.











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